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Vide Vida Marvada

Rolando Boldrin

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Tom: E
 
          E7
Corre um boato aqui donde eu moro
Que as mágoas que eu choro são mal ponteadas
Que no capim mascado do meu boi
A baba sempre foi santa e purificada
Diz que eu rumino desde minininho fraco e mirradinho
A ração da estrada vou mastigando o mundo 
E ruminando e assim vou tocando essa vida marvada
 
         A                      E7
E que a viola fala alto no meu peito mano
                                         A
E toda a moda é um remédio pros meus desenganos
                                E7
É que a viola fala alto no meu peito mano
                                  A       
E toda a mágoa é um mistério fora desse plano
                  A7                     D       
Pra todo aquele que só fala que eu não sei viver
Chega lá em casa pra uma visitinha
                                           A
Que no verso ou no reverso de uma vida inteirinha
         E7              A
Há de encontrar-me num cateretê     (bis)
 
          E7
Tem um ditado tido como certo
Que cavalo esperto não espanta a boiada
E quem refuga o mundo resmungando
Passará berrando esta vida marvada
Cumpadre meu que envelheçou cantando
Diz que ruminando dá pra ser feliz
Por isso  eu vaguei ponteando
E assim procurando a minha flor de liz  (ref.)


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